domingo, 26 de abril de 2009

tic

Às vezes tenho a sensação de que nunca vou aprender. Existem pessoas diferentes no mundo e é difícil reconhecer alguém que faça a diferença na sua vida. Você só percebe quando faz a merda de perdê-la. É a vida.
Algumas pessoas percebem o engano e tentam consertá-lo, outras só percebem e seguem suas vidas normalmente com um erro a mais no histórico.
Quem me conhece sabe qual dos tipos eu sou. E como ninguém me conhece a esse nível, só eu sei que tipo de pessoa eu sou e só eu sei como eu vou agir. Às vezes nem eu.
Então, paciência. Paciência.

Olha, preciso de um.. tem-po.

domingo, 5 de abril de 2009

O que é o amor pra você, Charlie Brown?

Tenho amor por várias pessoas, inclusive por mim mesma. Talvez seja estranho meu jeito de amar ou talvez eu apenas ame de um jeito diferente do seu. Mas isso não me priva o direito de amar. Amo pessoas, animais, objetos, poesias. Tenhos ciúmes por essas pessoas, coisas. Sofro por elas. Choro por elas. Me arraso por elas. E daí? Não tem daí. Eu vivo por elas porque eu sou assim. Se eu pinto muros ou exponho outdoors não faz diferença (não, não faço isso). Assim como não deveria fazer diferença não fazer nada, não espalhar nada, não bater na porta de ninguém pra dizer: oi, amo uma música.
Essa é uma das poucas coisas que não sou obrigada a fazer nessa vida. Não tenho obrigação. Não preciso. Não quero dizer. Isso é meu. Não é de ninguém mais. Um dos poucos direitos que eu tenho é guardar dentro de mim o que eu quiser guardar. Mostro pra quem eu quiser, e só pra quem EU quiser, não pra quem quiser invadir.
O amor pode ser qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo.. Qualquer oi, qualquer lápis no chão, qualquer porcaria de estrela no céu, qualquer olhar perdido, qualquer palavra gaguejada, qualquer suspiro reprimido. É saber dizer o que se sente pra quem te faz sentir, é calar na hora de desespero. O amor pra mim é a compreensão do silêncio.