domingo, 23 de agosto de 2009

ok?

Não fala nada.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Não chegue perto! *2

É A IRA, É A RAIVA, É O ÓDIO E É O FURACÃO! QUE TUDO SE MISTURE NUM SÓ CORPO E SEJA DESPEJADO EM VOCÊ, SER IMPRESTÁVEL! TALVEZ ASSIM VOCÊ ENXERGUE ONDE PODE OU NÃO PISAR, MULA EMPACADA DO ALÉM!
ENXERGUE-SE NO ES-PE-LHO! ESPELHO, CRIATURA ABOMINÁVEL!

SUMA!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Come around

Eu não sou tão legal, isso é fato. Eu não sou tão bonita, isso é fato. Eu não sou tão inteligente, isso é fato. Eu não sou rica, isso é uma problemática. Ok. Pessoas têm defeitos e eu tenho os meus e bem provavelmente você tem os seus. Dizem que eu tenho bom gosto e isso é legal, dizem também que eu sou legal e isso é.. legal.


Hoje foi meu primeiro dia de integração da univerdade e foi interessante, conheci uns veteranos que explicaram coisas importantes, foram categóricos e sinceros, mas também muito simpáticos e compreensivos. Percebi que as coisas serão difíceis. Tá, eu sempre soube, mas convenhamos, eu não levava isso tão a sério. Mas hoje, hoje as coisas mudaram e eu cai na real. Talvez eu não tenha tanto tempo como tinha na escola (não, não terei tempo, impossível iludir-se) e isso vai fazer com que eu me afaste de algumas pessoas provavelmente por falta de tempo.
E aí? Como vai ser? O que vai pesar? Será que vai valer a pena?
As minhas coisas legais vão fazer com que as pessoas insistam a ficar do meu lado ou as minhas coisas chatas prevalecerão?

Hoje eu pensei isso no caminho de volta pra casa, é, eu pensei. Parece que eu fiz uma escolha. E parece que algumas pessoas também farão a escolha delas.
Talvez você não entenda nada do que eu escrevi agora, mas pra mim faz todo o sentido e eu tenho pensado muito nisso, principalmente depois de hoje.

"É isso mesmo que você quer? Então assim será."

domingo, 26 de julho de 2009

Parênteses

Ás vezes fico imaginando o que você pensaria se lesse tudo isso. Na verdade eu não me importo, só fico curiosa. Na verdade mesmo, odeio escrever coisas pra você, sobre você, mas tem horas que as coisas só funcionam assim. Acho que eu só funciono assim mesmo. Fico imaginando o que eu sou pra algumas pessoas e o que elas esperam de mim. No fundo, acho que tento atingir as expectativas alheias e eu sei, você poderia dizer "isso é bobagem!", mas pessoas agem assim sem nem mesmo pensar no que estão fazendo e eu não fujo à essa regra.
Odeio desejar coisas que talvez eu não deva desejar, às vezes odeio a maneira como todas as coisas funcionam conosco. Odeio realmente nossas coisas e o nosso jeito estranho de conviver.
Odeio esperar e odeio imaginar o que você imaginaria se visse uma bobagem dessa. Acho que estou odiando também falar dessas minhas tolices pra outras pessoas que não tem nada a ver com isso. Têm coisas que fazemos sem pensar, mas antes falar para conhecidos do que falar a pessoas muito próximas.. do meu coração.
Ontem me peguei fazendo (ou melhor, falando) coisas estúpidas que eu sempre fiz, mas que ontem eu percebi que eram coisas adoravelmente estúpidas e eu desejei não abandonar tais costumes idiotas e.. Lembrei estupidamente de você.
Sei que um dia vou me arrepender de cada palavra que venho dizendo, mas.. essa falta me obriga dizer, afinal de contas, eu sempre me arrependo de tudo mesmo. Nunca fui a mais segura das fêmeas e você sabe disso, sofro com tudo que acontece e com coisas que talvez nem venham a acontecer. Sou, talvez, na verdade, um ser acoado e encolhido esperando socorro fingindo ser autosuficiente. Só precisava dizer.. e você não precisa saber.
Talvez, com certeza (oh, por favor, não dê importância à concordância tão irrelevante nesse momento) eu queira te dizer, te mostrar, mas se Deus existir e se ele for justo, não deixará que isso aconteça. Porque isso é meu coração e é lacrado e você ainda não chegou lá. Na verdade, eu não sei ainda se você ou qualquer um nesse mundo mereça e às vezes eu me importo e outras vezes, não.
Mas ainda assim é triste pensar que todo esse mundo de sentimento fique preso (talvez) pra sempre aqui. E o meu conflito começa aí; transparecer ou não. Se bem que eu sou 'transparente' e isso, quem sabe, seja uma vantagem por me poupar esforços em dizer o que todo mundo ou ninguém saiba e eu, como sempre, não queira dizer ou admitir ou pensar ou... E não adianta, não direi, não a você e não agora.
Estou sofrendo por sentir falta do abraço.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Preciso desesperadamente escrever e sanar esse nada que tem aqui. Tive uns sonhos estranhos, acordei diferente apesar das coisas boas, de ter feito minha matrícula (Aleluia!), mas ainda tô "assim, sei lá".
Acordei de mal com o mundo, e acho que nem mesmo pensar que as aulas vão começar tá me fazendo bem, feliz. Acordei precisando de um 'oi' e acabo ficando nessa inércia de sempre. As coisas vão bem, mas vão bem num ritmo esquisito, desacostumei com o tempo correndo e eu tendo que fazer parte da corrida. Desacostumei com a vida lá fora.
Acho que tem alguma coisa errada.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Charlie Brown?

Eu disse um dia que gostava de amar sozinha e só pra mim. Que se eu amasse alguém ou alguma coisa seria do meu jeito íntimo e protegido. Poderia ser confundido até com um jeito platônico de amar. E hoje me deparei com essa forma de amar por outras pessoas. Acho que vi que não só eu, mas também muitas outras pessoas amam dessa forma. E eu julguei isso, instintivamente. Eu estive do outro lado dizendo que isso era ridículo sem saber que eu agia assim. É muito fácil julgar o cara do lado e o jeito ridículo dele de amar. Ele esconde e isso é ridículo, ele não fala e isso é ridículo, ele espalha pétalas no chão e isso é ridículo. Todas as formas de amar são ridículas porque o simples fato de amar é tosco e clichê. Entregar-se é patético e é difícil pro mundo ver mais uma pobre criatura entregar-se desvairadamente ao temido sentimento amor. Porque amar é perder-se, é atirar-se e o mais temido: amar é ter nos olhos uma venda fosca que tira a objetividade das coisas, amar é ficar cego e às vezes é ficar surdo.
Perde-se os sentidos pra fortalecer apenas um deles: o tato. vivemos do tato, do contato, da pele e da telepatia, dos pensamentos, dos anseios, dos medos.

.. vou almoçar, depois continuo. ou não.

terça-feira, 21 de julho de 2009

1989

O que é a idade na cabeça das pessoas? O que determina a minha, a sua idade? As pessoas olham pra mim e dizem que tenho 17 ou até 16 anos, mas eu fico igual uma jaca podre pensando: o que fez você, ó dignissimo-altíssimo-maestríssimo-mor adulto das realezas, pensar assim?
Sabe, talvez eu pense em outras coisas mais ou menos importantes do que maneiras de demonstrar ao mundo minha idade do RG. Talvez eu seja infantil a ponto de realmente não ter cabeça de quem tem 20 anos e consequentemente, não demonstre isso. Mas no fundo isso me assusta. O fato de eu não ter meus 20 anos de direito. O fato de eu não saber se vou ter cabeça de conversar com alguém de.. 21, 31, 41 anos. Mas outra coisa também me assusta; o fato de eu não ligar muito pra isso e às vezes rir por dentro em pensar que eu me preocupo com uma coisa tão estúpida, afinal de contas, que graça tem ter 20, 30 ou 40 anos? Sinceramente? Absolutamente nenhuma. Viramos máquinas de produzir. Passamos a ser sistematicamente obrigados a produzir filhos, horas e horas de trabalho, produzir dinheiro, trabalho. A idade adulta é isso. Você vê algum glamour nisso? Você vê algum glamour em abandonar sonhos de adolescência de conhecer o mundo, virar artista, hippie, presidente ou astronauta? Bom, eu, com a minha idade mental levemente atrasada, não.
Não conheço ""adultos"" naturalmente sorridentes, satisfeitos. Essa raça está sempre com a testa franzida, pensando num saldo, num débito ou nas suas crianças que estão lá, sonhando, brincando, se divertindo.
Acho que sou uma criança e minha mãe adora confirmar isso nos nossos momentos de crise. Mas ela também é uma, mas eu nunca fiz questão de dizer isso a ela. Não digo porque acho que isso seria um alívio pra alma dela, e nos nossos momentos de crise eu prefiro que ela pense que é uma adulta frígida e 'sensata'. O mundo espera isso dela. E deve ser irritante você ser obrigado a ser frígido e ter um filho que se ainda se nega a se conformar com a sua presente realidade.
Minha realidade está aí jogada na minha cara, e eu ainda tenho 16 anos. Ok, rendo-me. Queres que eu tenha 20? Terei, mas só daqui uns anos.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Tchau!

Ganhei um gato persa. Ele é laranja e parece com o Garfield. O nome dele é Ramone. Amei o presente! =)
Viajo amanhã e volto mês que vem. Inté.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Eu quis olhar pra trás, sorrir e dizer tudo. Mas o orgulho me fincou no chão e imobilizou meu pescoço. Não consegui parar, nem olhar pra trás, nem sorrir.
E assim eu começo mais um dia.

Viu como não somos totalmente livres? Somos escravos dos sentimentos, não de nós mesmos.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

terça-feira, 26 de maio de 2009

ale ato rio

Eu cansei, esgotei minhas forças, as esperanças, a paciência.. tudo virou de novo e eu só consigo sentir aquela coisa toda me sufocando por fora como se eu estivesse no fundo da merda do oceano e a pressão estivesse esmagando meus miolos..
Se é crise existencial.. foda-se, meu mundo vira cada vez que eu tenho que ouvir as mesmas coisas. Vontade de não ouvir, não ver, não sentir nada. Eu cansei de sentir essas coisas terríveis que só sabem martelar e decepar o que se tem dentro do corpo.
Eu sei que eu acho ruim me sentir só, mas eu sei também que é a coisa mais segura do universo. Só assim ninguém chega perto de você e não faz o que a natureza humana manda as pessoas fazerem a qualquer custo: machucar aleatoriamente.
O mais idiota é sempre cair na mesma história, é sempre repetir os mesmos erros, é sempre acreditar, é sempre, sempre, sempre a mesma coisa. Por mais que você veja que tudo isso é estúpido, mentiroso.. você sempre cai. Você sempre se encanta com o precipício, você se apaixonada pela navalha, sempre sente prazer em ser esfaqueado por outro ser humano, porque você precisa disso. Você precisa se iludir que tem alguém do lado, que tudo sempre vai ficar bem, sendo que nunca vai estar, nunca está. É tudo mentira. Mas ninguém quer ver. Por mais que eu diga que estou cansada, sempre vai parecer ridículo. Por mais que eu diga que essas coisas me dilaceram, vai parecer sempre tudo tão clichê, vulgar e ridículo como todas as coisas que alguém pode sentir numa hora dessas, mas eu tô tão cansada.. e toda vez que tento me esconder nessas horas, eu consigo. E nada muda, absolutamente nada. Às vezes tenho a sensação de que não existe nada mais cruel no mundo do que a sensação de que mesmo que você agonize de dor e sofrimento, ninguém vai mudar seu percurso diário por causa disso. Ninguém vai parar pra te ver morrer.
Ninguém nunca sabe o que se passa com você, ninguém nunca vai se importar, nem quem você mais espera que se importe, nem a única pessoa que você espera que se importe.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

ein?

blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá...

e eu com isso?

domingo, 26 de abril de 2009

tic

Às vezes tenho a sensação de que nunca vou aprender. Existem pessoas diferentes no mundo e é difícil reconhecer alguém que faça a diferença na sua vida. Você só percebe quando faz a merda de perdê-la. É a vida.
Algumas pessoas percebem o engano e tentam consertá-lo, outras só percebem e seguem suas vidas normalmente com um erro a mais no histórico.
Quem me conhece sabe qual dos tipos eu sou. E como ninguém me conhece a esse nível, só eu sei que tipo de pessoa eu sou e só eu sei como eu vou agir. Às vezes nem eu.
Então, paciência. Paciência.

Olha, preciso de um.. tem-po.

domingo, 5 de abril de 2009

O que é o amor pra você, Charlie Brown?

Tenho amor por várias pessoas, inclusive por mim mesma. Talvez seja estranho meu jeito de amar ou talvez eu apenas ame de um jeito diferente do seu. Mas isso não me priva o direito de amar. Amo pessoas, animais, objetos, poesias. Tenhos ciúmes por essas pessoas, coisas. Sofro por elas. Choro por elas. Me arraso por elas. E daí? Não tem daí. Eu vivo por elas porque eu sou assim. Se eu pinto muros ou exponho outdoors não faz diferença (não, não faço isso). Assim como não deveria fazer diferença não fazer nada, não espalhar nada, não bater na porta de ninguém pra dizer: oi, amo uma música.
Essa é uma das poucas coisas que não sou obrigada a fazer nessa vida. Não tenho obrigação. Não preciso. Não quero dizer. Isso é meu. Não é de ninguém mais. Um dos poucos direitos que eu tenho é guardar dentro de mim o que eu quiser guardar. Mostro pra quem eu quiser, e só pra quem EU quiser, não pra quem quiser invadir.
O amor pode ser qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo.. Qualquer oi, qualquer lápis no chão, qualquer porcaria de estrela no céu, qualquer olhar perdido, qualquer palavra gaguejada, qualquer suspiro reprimido. É saber dizer o que se sente pra quem te faz sentir, é calar na hora de desespero. O amor pra mim é a compreensão do silêncio.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Já fui elogiada demais por hoje. Talvez tenha sido assim durante muitos dias e eu não percebi. Talvez tenha sido assim sempre. E o pior de tudo é que eu acho que nunca percebi.
E tem dias que eu caio na real e nem pra escrever eu me sinto no direito. E quer saber? Hoje é um desses dias.

quarta-feira, 18 de março de 2009

É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
Um pingo pingando, uma conta um conto
Um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
O projeto da casa, é o corpo na cama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã

trechos selecionados de Águas de março - João Gilberto

terça-feira, 10 de março de 2009

Oi

Nunca haverá entendimento porque não sei dizer; "oi, você é importante pra mim". Nunca haverá entendimento. Simplesmente porque não sei dizer. Porque nunca precisei dizer, porque nunca me fizeram dizer, porque nunca senti falta em dizer. Eu choro, mas não consigo dizer "oi, você é importante pra mim.". Eu sinto compaixão, solidariedada, dó, pena, amor, mas não consigo dizer. Eu guardo porque me sinto exposta, vulnerável, uma completa idiota, romântica barata. Ridícula. Demoro pra me apegar, pra confiar. Há pessoas que que tem uns 20 anos que não consigo dizer tudo que sinto. Pessoas de confiança que eu não consigo dizer. Que mereciam, mas mesmo assim é difícil.

Sentimentos por outras pessoas são difíceis demais de administrar. Isso se chama egoísmo. Eu sou egoísta.

Fiz um texto de merda pra tentar dizer a todas as pessoas especiais que aparecem na minha vida, "oi, você é importante pra mim."

Tão findas

As coisas tão mais findas da alma me espancaram agora perguntando "Por que estou em você?". E eu emudeci. Paralisei. Por que? Por todos os motivos do mundo. Talvez, e isso não é certo.
Quanto mais imóvel me encontro, mais inquieta eu estou. Isso pode ser sinal de que todas as minhas forças se dedicam a me encontrar em mim. E é agora.
É a necessidade de descobrir-me imediatamente e a falta dessa descoberta me faz vazia, despedaçada, me derrama lágrimas, pregos, chuva, pétalas, sangue, suór, direções, dimensões que não existem, coisas que eu criei agora e ontem. Eu me desmonto e cavo no fundo do poço pelas minhas coisas tão mais findas. Pra respirar dentro de mim.

domingo, 8 de março de 2009

Eu vi

Sua cabeça roda e os olhos fecham naquela velocidade arrastante do mundo. Os olhos abrem e tudo tudo sangra. Você vê sangue escorrendo por todos os lugares. E escuta blues.
Boa cena.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Deite a cabeça no teclado e ouça seu Radiohead

Qualquer hora dessas eu explodo.
Hoje não foi um dia fácil.
Ruim é você passar por isso e se sentir só no final. Pessoas dormem por cansaço, bebem até vomitar, cantam até arrebentar as cordas vocais, dançam enlouquecidas em bares, choram por bobagens, vivem suas vidas. Umas 6 bilhões de pessoas nessa. E eu só tive um dia ruim. Enquanto as merdas das 6 bilhões de pessoas vivem suas vidas sem pouco se foder pro que você ou eu pensa, até porque eu pouco ligo pro que as 6 bilhões de pessoas pensam. Tô muito ocupada preocupada com o meu dia ruim. Entende o número, gênero e grau?
Só por hoje, não me julgue. Me senti só e precisava dizer.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

"Homens são de Marte
Mulheres de Vênus
A gente, de Saturno."


Preciso dar um jeito de surrupiar os anéis de Saturno.

:)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Ah..

Garota de 14 anos, imatura, irresponsável, mimada, incapaz.
Hm, que preguiça de levar isso a sério..

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

2

Comprei três livros no shopping esse sábado. Tô sem o que dizer. Na hora fiquei em dúvida entre quatro obras. Quero ir embora. Um era aquele que todo mundo já leu, menos eu; aquele infantil, o do príncipe com a maldita rosa. Não quero falar o porquê. Esse do príncipe foi o único que eu deixei de fora. Só quero me livrar dessa existência medíocre. Os outros minha mãe liberou a grana pra eu comprar. Quero ir embora, mais uma vez, pra qualquer lugar longe daqui. Um deles é o das putas tristes do Márquez. Quero não ter que explicar nada a ninguém, viver, sabe? "A vida apenas, sem mistificação". O outro que eu comprei foi o da Zaratustra, que todo mundo já leu essa merda também. Quero ouvir minha música em paz, ler minhas merdas em paz, chorar em paz, desejar em paz, viver em paz. Ah, comprei um do Kafka também. Quero xingar quem eu quiser a hora que eu quiser. Comecei a ler esse último, gostei da capa, a livraria daqui é uma decadência, poucas opções. Preciso de uma serenata sem esperança, sem cobrança, sem esperar nada em troca. Até que os três livros juntos sairam por um preço razoavelmente razoável. Deus, como eu odeio televisão. Não tem como dizer isso. Que apareça alguém nesse mundo que arranque meu cérebro de vez pra uma lavagem à seco e tire essa falta de mim mesma. Que apareça alguém nesse mundo pra eu não me sentir tão só. Enfim, meus livros novos parecem muito bons. Merda, tô chorando. Ainda faço uma biblioteca. Merda.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

OLHAQUI

Eu quero férias.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Infinita Maleza


Queria fazer algo sozinha, como se não tivesse mais ninguém no mundo. Queria mesmo é tocar um instrumento. Violão poderia ser. E tocar.. Manu Chao! E seria a noite toda. Ninguém gosta dele mesmo. Eu gosto e foda-se. Tocaria Manu Chao a noite inteira só com a luz da lua.
E cantaria "Clandestino", "Otro Mundo", "Ay Papito!" milhões de vezes até cansar, gritaria, desafinaria, dançaria, saudaria o México, a Venezuela, Cuba, toda a América Latina com todo esse povo fodido.
Dançaria sozinha a noite inteira, só com a Lua como testemunha. Dançaria sem motivo nenhum, por desespero, talvez. E se desejasse alguém, desejaria o próprio Manu Chao pra cantar o quanto eu quisesse, e eu morreria dançando de indiferença-por-tudo.


No todo lo que es oro brilla.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Não sei se você tem noção, mas cada dia que passa, eu vejo o quanto existe gente maluca por aí. Mas maluca de vários níveis e qualidades. Pior que tem gente maluca que eu adoro mesmo, aquelas maluquices que agradam e me deixam nas nuvens, que me faz até suspirar [...].
Maaas, tem os malucos maus. E eles existem. Aliás.. não sei muito bem se são malucos assim.. BADS, tipo o palhação feioso do batman, são apenas pessoas malucas que querem satisfazer suas maluquices passando por cima dos outros, às vezes até inconscientemente. Eu acho, né?
Mas ah, sei lá. Hoje eu cheguei a essa conclusão. Tô rodeada de gente doida. E isso é.. peculiar! (divertido =D)

[...]

Ah, Vou ganhar um carro. E começar academia e inglês semana que vem. Tô empolgada com o inglês e o carro. Mas essa vida de academia parece tãão cansativa. Fui com a minha mãe lá e aquelas piolhas de academia me olharam dos pés à cabeça. Me senti quase em território inimigo, precisando levar atilharia pesada quando for malhar, pra me defender. Cruzes! Mas vamo lá! "Você vai precisar fazer avaliação física, é melhor vir de top e short, vamo ter que levantar um pouco pra medir coxa e não sei mais o quê." "Ok."
Ainda são abusados. Hunf..

[...]


Aliviada.

domingo, 25 de janeiro de 2009

O GRANDE GATSBY - scott fitzgerald

indicação do tiozão latino-americano
merda.

Serenata

Cena: Gato vira-lata, malhado preto com branco, relativamente pequeno e jovem, mia fino, com cara de sono, se alooonga daquele jeito felino-delicado e me olha, faz aquele barulho com a gargantinha e se esfrega preguiçoso nas minhas pernas. Ele quer ração.

Quero ter o olhar de um gato, olhar de desprezo total pela humanidade mas que mesmo assim pede, quase exigindo a ração de cada dia. Isso que é saber depender com autoridade e glamour! Viva os felinos!




























Vamos lá, garota. Você sai dessa.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Tô desesperadamente farta de mim.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Alguma coisa assim, sem nome..


Ah, tanta gente.. tanta gente me aparece. Toda essa gente ao redor e.. ninguém pra me ser de verdade. É. Me ser. De verdade, poxa.
Sensação de multidão sem presença, sei lá.

Eu tô bem uma hora e depois... As coisas conseguem se perder aqui dentro. Cara, eu tô bem. Mas parece que às vezes não tem fundamento, não tem motivo. Porque cada um continua levando a sua vida, sem lembrar de você, sem ao menos lembrar que você existe. Você existiu, mas só naquele momento. Isso até que é bom, porque você fez parte, mas não é o suficiente. Não pra mim. Sei lá, não assim. Entende? Então me explica porque nem eu sei o que tô sentindo.

Por que a praia? Sei lá. Eu queria uma figura, você acha que eu parei pra pensar em alguma coisa que fizesse sentido com esse monte de palavra que eu escrevi?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Essas coisas..

Queria tanto te dizer; Deixa eu tentar mudar essa história?

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Ouvindo de longe a série da Maysa e por acaso, acho ela uma mimada escrota que se acha a 'última coca gelada do deserto' (frase bem 5ª série, assim como as atitudes dela representadas) e.. Pensando..

EU NÃO QUERO PARECER COM VOCÊ! *não, não é sobre a tarada e merda de mãe que foi a Maysa.

Nunca diga que pareço com ela, ok? Ela é vulgar. Eu não sou santa, nem moralista, mas vulgar, não! Sei que sou um tipo comum (muita gente tem uma amiga "parecidíííííssima" comigo).. Morena do olho esbugalhado do rosto meio fora da simetria de da vinci, mas que se empenha em ter uma qualidade que compense essa ausência de beleza marcante. E eu não acho que devo parecer com uma pessoa tão fora dos meus padrões de decência.. não digo tanto moral (apesar de ela até ser forte candidata pra fazer parte do tal grupo), mas sei lá.. decência de comportamento. Ela consegue ser infantil, mal educada.. ah!
Eu posso tá sendo exagerada e até hipócrita, mas é o que eu penso. Não me compare a essa pessoa. Aliás, não me compare a ninguém. Ninguém é digno de comparação. Clichê, não?

Vô indo, tô com fome.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Recado

Eu só queria dizer que eu sou muito mais do que você pensa ou conhece, entendeu?
E que se eu me fiz de boba foi pra chegar no seu nível intelectual, pra rolar um diálogo equilibradamente, porque.. faça-me um favor, tem gente que consegue magistralmente ser estúpido.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

"Se quer transar, vá para a faculdade. Se quer aprender, vá à uma biblioteca." (Frank Zappa)





ahm. Digamos que, eu acho, Deus deu uma passadinha por aqui e viu meu último post e resolveu me dar esse presentão que foi passar no vestiba. Pois é, passei. Segundo uma classificação extraoficial eu fiquei em quinto lugar, mas isso nem vem muito ao caso. Eu passei. E agora as aulas começarão em agosto somente (lembrar de verificar a data direitinho).
Taí, carol. Passaste. Feliz? É, digamos que sim. Aliviada também, orgulhosa de ser caloura e agora tudo que diziam pra mim quando eu tava de fora desse grupo faz sentido. De que o vestiba não é um monstro e tal, se bem que depois que passa a gente fica mais racional e esquece ou reavalia a situação do estresse e tudo vira flores.

Mas nada se compara à felicidade dos meus pais que choravam, enchiam a boca pra falar da filha e pra beber uma bela cachaça também. Meu pai quase caiu da escada de bêbado, cochicou pra minha tia que anteontem (12/01, dia que saiu a lista de desempenho. ah! passei na segunda fase com 85 pontos, segunda maior nota, atrás somente pra loli fodona que tirou 90!) era o melhor dia da vida dele (engraçado, fiquei em dúvida, pensei que o melhor dia da vida dele fosse sei lá.. o dia que eu e o meus irmãos nascemos, mas..) minha madrinha, que é tia também, também acompanhou meu pai no porre. Foi divertido, engraçado. Um monte de gente se reuniu aqui em casa pra comemorar. Minha mãe tava plena de felicidade. Bonito de ver.

Infelizmente meu irmão mais velho não veio. Por birra. Fiquei muito put.. chateada com isso, porque ele era o que mais me influenciava, ou não.. não é essa palavra, acho que.. estimulava ou até mesmo.. enchia o saco (essa é a expressão!) por causa disso. Que eu devia é passar "na federal, nem pensar em particular" e essas bobagens todas. Mas fiquei chateada principalmente porque eu amo ele e quero que ele participe das minhas vitórias. Por que essa birra? Longa história e tô sem saco pra contar.

O feijão, brotha de longa data, veio me ver ontem também, a Loli - fodona que passou em primeiro -, além do namorado prego dela, o Rones (tá bom! meu vizinho boa-praça, parceiro, do trio penedo) vieram aqui, além de parentes.. muuitos parentes, infinitos parentes vieram. Mas foi legal, foi sim. Não teve trote apesar de mami ter comprado alguns adereços alimentícios para tal tradição. Resolvemos esperar um pouco mais, até o resultado oficial talvez, que sai dia 20.
Mas assim, teve tudo isso ontem, a festa e tudo mais, mas sei lá, ainda não cai na real. É difícil acreditar, porque até semana passada eu era uma vestibulanda de merda e agora, de repente, não mais que de repente, eu sou uma caloura de medicina que passou em quinto lugar! Então vamos com cautela, ok? Vamos digerir a informação aos poucos com todos os HCl's necessários para evitar uma má-digestão (HASHAHAHAHAHAhaha.. ha.. ha.. é. tá, ridículo).

Mas não, eu não fui idiota a ponto de não ficar louca com a notícia. E sim, sim, eu pulei, gritei, chorei, abracei, beijei, fui beijada, parabenizada e tudo isso me fez muito bem, afinal de contas, calouro que é calouro faz tudo isso, além, é claro, do trote, que como disse anteriormente vai ser adiado por uns dias. Mas essa empolgação passa, e você começa a pensar no futuro, em como vai se locomover até a facool, em como serão os colegas de classe (qualé, eu conheço uma galera boa já, estudaram comigo no cursinho. E eu confesso que isso eu interpretei como algo ruim, pois quer dizer que não verei tantas novidades quanto gostaria), em como será meu trote, nos jalecos que ganharei (uma das coisas que interpretei como coisa boa), nos veteranos (outra coisa que interpretei como coisa boa), nas festas e, ah! em como será o curso, já ia esquecendo desse ponto. hahaha!

Pois é, pensei muitas coisas. Mas principalmente em como eu consegui algo que até um dia desses eu julgava impossível alcançar e que eu posso romper umas fronteiras que eu julgava impenetráveis. Com isso acho que comecei a acreditar um pouco mais em mim e no meu potencial, de que com esforço é possível chegar no objetivo traçado.
E esse é só o primeiro de muitos pela frente, indo, é claro, passo a passo.
O próximo: formar.

E escrevendo isso, senti um preenchimento no coração que há muito não sentia. Acho que felicidade é isso.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Reticências prum coração

Ouvindo os ruídos irritantes e abafados da tv ao lado, cuspo:

Estou em crise.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Por favor, humildemente..

Hoje é sexta já. Eu, um pouco mais cedo, tinha feito um texto pra colocar aqui. Eu tava com raiva, e falei coisas que sabia que me arrependeria. Não vou postá-lo (aai, nenéém!), perdi a vontade.
Hoje é sexta e o resultado sai segunda. Falei com a Élida, amiga da época do terceirão, e ela me disse pra rezar, pedir proteção e deixar na mão Dele, que tudo se resolve, que Ele sabe o que faz. Fiquei um pouco menos nervosa com isso. Pensei: será que Ele "leria" meu blog se lhe escrevesse?

[...]

Olha, eu sei que não fui das madres Tereza esse ano, eu errei, sou humana, e sem querer me dar de coitada mortal, mas eu fiz o que pude. Estudei, vá lá, não tanto quanto ano retrasado (Cê sabe e é testemunha, estudei muito naqueles tempos, diga lá), mas enfim, foi o suficiente pra passar pra segunda fase, proeza que ano passado eu não consegui. E aí sim, Você sabe que eu estudei e muito. Comi os livrinhos, fiz resumos e dei o melhor de mim. Claro que teve gente que fez mais, sempre vai ter gente melhor que nós. É a vida, natureza. Lance de hierarquia social, eu acho, o Senhor tá ligado.
Hoje reclamei pra minha mãe (sei que vocês são bem mais íntimos) que eu não lembrava de como tinha ido na prova e isso me deixou ainda mais insegura, porque eu não consegui fazer um balanço se eu tenho ou não chance de passar. Mas ela disse que lembrava, que eu tava confiante até, que me sentia livre por tirar um peso das costas, que agora era por Tua conta e que eu podia sossegar. Pensei: Será? Eu dizendo tudo isso? Mas, de mãe não se pode duvidar e eu acreditei.
Porém, minha mente é traiçoeira e logo fez questão de mandar uma ordem filha da put.. horrível pro meu estômago que começou a esfriar e até agora não parou. Mistura de frio, com borboleta voando dentro, já sentiu? E medo. É, medo. O Senhor sabe porquê. Tantas vezes conversamos a respeito e nessas férias te dei uma folga desse papo, né? Mas aqui estou novamente, pedindo pela melhor decisão. Acho que não quero nada mais que isso. Como dizem: que Você me guie. Sei que muitas vezes ousei duvidar do que seria melhor, mas hoje eu vejo claramente que não tem como ficar só numa hora dessas, que Você tá por aqui. Dá pra sentir, seja lá como Você é. E agora eu quero o que melhor Você puder me dar. Mas se puder me dar uma forcinha pra assim, passar na UNIR, neem vou achar ruim. E acima de tudo, ilumina minha família, ela precisa de paz.
Obrigada por tudo que há de bom nesse mundo, e por quê não dizer o mal também que nos serve de lição, mas vê se não se empolga. É que a galera por aqui já anda se encrencando demais e cada dia parece mais difícil sair da lama, mas com a Tua luz, sei que tudo vai dar certo no final.
Que assim seja, nénão? :P
OBRIGADA.

:)


sábado, 3 de janeiro de 2009

ei, deixa rolar, garota!


É AMANHÃ, BITCH!

Teddy Picker - Arctic Monkeys

Que seja


E hoje eu vi. Eu finalmente vi. Caralho, como eu pude? Aliás, sei que fiz e fiz várias vezes pra só agora ver o quanto fui errada, tapada e estúpida.
Ridícula. Ouvindo elephant gun me sentindo uma.. imbecil. A maior de todas.
Com vergonha de dizer; "se eu pudesse voltar no tempo.." porque eu sei que apesar de ser um desejo bom, eu não quero, porque eu repetiria mil vezes se fosse o caso. Repetiria errando, de novo e de novo. Porque naquela ocasião não tinha como agir de outra forma. Eu fui uma criança. Sei que nunca vai ler essa MERDA, mas ah, se pudesse, você veria o quanto eu tô arrependida e querendo me redimir.
Agora me diz, como eu pude?

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

A Filosofia, minha.


Começou mais um. Um ano. 364 dias pela frente.
Começar nem sempre é difícil pra mim, tenho um problema sério em terminar. E isso me incomoda. Aliás, foda-se. Hoje eu preciso de paz (paz com voz, porque "paz sem voz, não é paz, é medo! haha!) Reveillon passei desanimada, apesar de satisfeita, mas desanimada, sentindo falta de algo que sei o que é. Sei mas não quero admitir que sinto falta.
Li uns livros aí esses dias e um deles dizia algo a respeito disso. De que um homem (no sentido geral da coisa) precisa sempre da ilusão da companhia, senão tudo fica vazio. Isso me parece meio óbvio, mas engraçado é pensar que as coisas mais geniais que me aparecerem são meio óbvias, mas que ditas do jeito certo viram espetáculos.
E é, senti falta disso, fiz, uns 5 minutos antes da meia-noite um balanço rápido do ano. Vá lá, foi bom, mas faltou aquela coisa. E há muito tempo isso vem me faltando, e ah, que tristeza pensar nisso. Senti falta de mim mesma plena, como gosto de ser. Me senti um pouco insignificante, mas com uma pontinha de esperança de fazer algo diferente. Às vezes esses balanços pré-ano-novo não me caem bem, mas agora, somente agora me vejo recuperada do devaneio.

Saudade. É isso.

Pelo amor de Deus

Não vê que é pecado desprezar quem lhe quer bem?

T E S T E