quarta-feira, 29 de julho de 2009

Não chegue perto! *2

É A IRA, É A RAIVA, É O ÓDIO E É O FURACÃO! QUE TUDO SE MISTURE NUM SÓ CORPO E SEJA DESPEJADO EM VOCÊ, SER IMPRESTÁVEL! TALVEZ ASSIM VOCÊ ENXERGUE ONDE PODE OU NÃO PISAR, MULA EMPACADA DO ALÉM!
ENXERGUE-SE NO ES-PE-LHO! ESPELHO, CRIATURA ABOMINÁVEL!

SUMA!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Come around

Eu não sou tão legal, isso é fato. Eu não sou tão bonita, isso é fato. Eu não sou tão inteligente, isso é fato. Eu não sou rica, isso é uma problemática. Ok. Pessoas têm defeitos e eu tenho os meus e bem provavelmente você tem os seus. Dizem que eu tenho bom gosto e isso é legal, dizem também que eu sou legal e isso é.. legal.


Hoje foi meu primeiro dia de integração da univerdade e foi interessante, conheci uns veteranos que explicaram coisas importantes, foram categóricos e sinceros, mas também muito simpáticos e compreensivos. Percebi que as coisas serão difíceis. Tá, eu sempre soube, mas convenhamos, eu não levava isso tão a sério. Mas hoje, hoje as coisas mudaram e eu cai na real. Talvez eu não tenha tanto tempo como tinha na escola (não, não terei tempo, impossível iludir-se) e isso vai fazer com que eu me afaste de algumas pessoas provavelmente por falta de tempo.
E aí? Como vai ser? O que vai pesar? Será que vai valer a pena?
As minhas coisas legais vão fazer com que as pessoas insistam a ficar do meu lado ou as minhas coisas chatas prevalecerão?

Hoje eu pensei isso no caminho de volta pra casa, é, eu pensei. Parece que eu fiz uma escolha. E parece que algumas pessoas também farão a escolha delas.
Talvez você não entenda nada do que eu escrevi agora, mas pra mim faz todo o sentido e eu tenho pensado muito nisso, principalmente depois de hoje.

"É isso mesmo que você quer? Então assim será."

domingo, 26 de julho de 2009

Parênteses

Ás vezes fico imaginando o que você pensaria se lesse tudo isso. Na verdade eu não me importo, só fico curiosa. Na verdade mesmo, odeio escrever coisas pra você, sobre você, mas tem horas que as coisas só funcionam assim. Acho que eu só funciono assim mesmo. Fico imaginando o que eu sou pra algumas pessoas e o que elas esperam de mim. No fundo, acho que tento atingir as expectativas alheias e eu sei, você poderia dizer "isso é bobagem!", mas pessoas agem assim sem nem mesmo pensar no que estão fazendo e eu não fujo à essa regra.
Odeio desejar coisas que talvez eu não deva desejar, às vezes odeio a maneira como todas as coisas funcionam conosco. Odeio realmente nossas coisas e o nosso jeito estranho de conviver.
Odeio esperar e odeio imaginar o que você imaginaria se visse uma bobagem dessa. Acho que estou odiando também falar dessas minhas tolices pra outras pessoas que não tem nada a ver com isso. Têm coisas que fazemos sem pensar, mas antes falar para conhecidos do que falar a pessoas muito próximas.. do meu coração.
Ontem me peguei fazendo (ou melhor, falando) coisas estúpidas que eu sempre fiz, mas que ontem eu percebi que eram coisas adoravelmente estúpidas e eu desejei não abandonar tais costumes idiotas e.. Lembrei estupidamente de você.
Sei que um dia vou me arrepender de cada palavra que venho dizendo, mas.. essa falta me obriga dizer, afinal de contas, eu sempre me arrependo de tudo mesmo. Nunca fui a mais segura das fêmeas e você sabe disso, sofro com tudo que acontece e com coisas que talvez nem venham a acontecer. Sou, talvez, na verdade, um ser acoado e encolhido esperando socorro fingindo ser autosuficiente. Só precisava dizer.. e você não precisa saber.
Talvez, com certeza (oh, por favor, não dê importância à concordância tão irrelevante nesse momento) eu queira te dizer, te mostrar, mas se Deus existir e se ele for justo, não deixará que isso aconteça. Porque isso é meu coração e é lacrado e você ainda não chegou lá. Na verdade, eu não sei ainda se você ou qualquer um nesse mundo mereça e às vezes eu me importo e outras vezes, não.
Mas ainda assim é triste pensar que todo esse mundo de sentimento fique preso (talvez) pra sempre aqui. E o meu conflito começa aí; transparecer ou não. Se bem que eu sou 'transparente' e isso, quem sabe, seja uma vantagem por me poupar esforços em dizer o que todo mundo ou ninguém saiba e eu, como sempre, não queira dizer ou admitir ou pensar ou... E não adianta, não direi, não a você e não agora.
Estou sofrendo por sentir falta do abraço.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Preciso desesperadamente escrever e sanar esse nada que tem aqui. Tive uns sonhos estranhos, acordei diferente apesar das coisas boas, de ter feito minha matrícula (Aleluia!), mas ainda tô "assim, sei lá".
Acordei de mal com o mundo, e acho que nem mesmo pensar que as aulas vão começar tá me fazendo bem, feliz. Acordei precisando de um 'oi' e acabo ficando nessa inércia de sempre. As coisas vão bem, mas vão bem num ritmo esquisito, desacostumei com o tempo correndo e eu tendo que fazer parte da corrida. Desacostumei com a vida lá fora.
Acho que tem alguma coisa errada.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Charlie Brown?

Eu disse um dia que gostava de amar sozinha e só pra mim. Que se eu amasse alguém ou alguma coisa seria do meu jeito íntimo e protegido. Poderia ser confundido até com um jeito platônico de amar. E hoje me deparei com essa forma de amar por outras pessoas. Acho que vi que não só eu, mas também muitas outras pessoas amam dessa forma. E eu julguei isso, instintivamente. Eu estive do outro lado dizendo que isso era ridículo sem saber que eu agia assim. É muito fácil julgar o cara do lado e o jeito ridículo dele de amar. Ele esconde e isso é ridículo, ele não fala e isso é ridículo, ele espalha pétalas no chão e isso é ridículo. Todas as formas de amar são ridículas porque o simples fato de amar é tosco e clichê. Entregar-se é patético e é difícil pro mundo ver mais uma pobre criatura entregar-se desvairadamente ao temido sentimento amor. Porque amar é perder-se, é atirar-se e o mais temido: amar é ter nos olhos uma venda fosca que tira a objetividade das coisas, amar é ficar cego e às vezes é ficar surdo.
Perde-se os sentidos pra fortalecer apenas um deles: o tato. vivemos do tato, do contato, da pele e da telepatia, dos pensamentos, dos anseios, dos medos.

.. vou almoçar, depois continuo. ou não.

terça-feira, 21 de julho de 2009

1989

O que é a idade na cabeça das pessoas? O que determina a minha, a sua idade? As pessoas olham pra mim e dizem que tenho 17 ou até 16 anos, mas eu fico igual uma jaca podre pensando: o que fez você, ó dignissimo-altíssimo-maestríssimo-mor adulto das realezas, pensar assim?
Sabe, talvez eu pense em outras coisas mais ou menos importantes do que maneiras de demonstrar ao mundo minha idade do RG. Talvez eu seja infantil a ponto de realmente não ter cabeça de quem tem 20 anos e consequentemente, não demonstre isso. Mas no fundo isso me assusta. O fato de eu não ter meus 20 anos de direito. O fato de eu não saber se vou ter cabeça de conversar com alguém de.. 21, 31, 41 anos. Mas outra coisa também me assusta; o fato de eu não ligar muito pra isso e às vezes rir por dentro em pensar que eu me preocupo com uma coisa tão estúpida, afinal de contas, que graça tem ter 20, 30 ou 40 anos? Sinceramente? Absolutamente nenhuma. Viramos máquinas de produzir. Passamos a ser sistematicamente obrigados a produzir filhos, horas e horas de trabalho, produzir dinheiro, trabalho. A idade adulta é isso. Você vê algum glamour nisso? Você vê algum glamour em abandonar sonhos de adolescência de conhecer o mundo, virar artista, hippie, presidente ou astronauta? Bom, eu, com a minha idade mental levemente atrasada, não.
Não conheço ""adultos"" naturalmente sorridentes, satisfeitos. Essa raça está sempre com a testa franzida, pensando num saldo, num débito ou nas suas crianças que estão lá, sonhando, brincando, se divertindo.
Acho que sou uma criança e minha mãe adora confirmar isso nos nossos momentos de crise. Mas ela também é uma, mas eu nunca fiz questão de dizer isso a ela. Não digo porque acho que isso seria um alívio pra alma dela, e nos nossos momentos de crise eu prefiro que ela pense que é uma adulta frígida e 'sensata'. O mundo espera isso dela. E deve ser irritante você ser obrigado a ser frígido e ter um filho que se ainda se nega a se conformar com a sua presente realidade.
Minha realidade está aí jogada na minha cara, e eu ainda tenho 16 anos. Ok, rendo-me. Queres que eu tenha 20? Terei, mas só daqui uns anos.