quarta-feira, 22 de julho de 2009

Charlie Brown?

Eu disse um dia que gostava de amar sozinha e só pra mim. Que se eu amasse alguém ou alguma coisa seria do meu jeito íntimo e protegido. Poderia ser confundido até com um jeito platônico de amar. E hoje me deparei com essa forma de amar por outras pessoas. Acho que vi que não só eu, mas também muitas outras pessoas amam dessa forma. E eu julguei isso, instintivamente. Eu estive do outro lado dizendo que isso era ridículo sem saber que eu agia assim. É muito fácil julgar o cara do lado e o jeito ridículo dele de amar. Ele esconde e isso é ridículo, ele não fala e isso é ridículo, ele espalha pétalas no chão e isso é ridículo. Todas as formas de amar são ridículas porque o simples fato de amar é tosco e clichê. Entregar-se é patético e é difícil pro mundo ver mais uma pobre criatura entregar-se desvairadamente ao temido sentimento amor. Porque amar é perder-se, é atirar-se e o mais temido: amar é ter nos olhos uma venda fosca que tira a objetividade das coisas, amar é ficar cego e às vezes é ficar surdo.
Perde-se os sentidos pra fortalecer apenas um deles: o tato. vivemos do tato, do contato, da pele e da telepatia, dos pensamentos, dos anseios, dos medos.

.. vou almoçar, depois continuo. ou não.

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