quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

"Se quer transar, vá para a faculdade. Se quer aprender, vá à uma biblioteca." (Frank Zappa)





ahm. Digamos que, eu acho, Deus deu uma passadinha por aqui e viu meu último post e resolveu me dar esse presentão que foi passar no vestiba. Pois é, passei. Segundo uma classificação extraoficial eu fiquei em quinto lugar, mas isso nem vem muito ao caso. Eu passei. E agora as aulas começarão em agosto somente (lembrar de verificar a data direitinho).
Taí, carol. Passaste. Feliz? É, digamos que sim. Aliviada também, orgulhosa de ser caloura e agora tudo que diziam pra mim quando eu tava de fora desse grupo faz sentido. De que o vestiba não é um monstro e tal, se bem que depois que passa a gente fica mais racional e esquece ou reavalia a situação do estresse e tudo vira flores.

Mas nada se compara à felicidade dos meus pais que choravam, enchiam a boca pra falar da filha e pra beber uma bela cachaça também. Meu pai quase caiu da escada de bêbado, cochicou pra minha tia que anteontem (12/01, dia que saiu a lista de desempenho. ah! passei na segunda fase com 85 pontos, segunda maior nota, atrás somente pra loli fodona que tirou 90!) era o melhor dia da vida dele (engraçado, fiquei em dúvida, pensei que o melhor dia da vida dele fosse sei lá.. o dia que eu e o meus irmãos nascemos, mas..) minha madrinha, que é tia também, também acompanhou meu pai no porre. Foi divertido, engraçado. Um monte de gente se reuniu aqui em casa pra comemorar. Minha mãe tava plena de felicidade. Bonito de ver.

Infelizmente meu irmão mais velho não veio. Por birra. Fiquei muito put.. chateada com isso, porque ele era o que mais me influenciava, ou não.. não é essa palavra, acho que.. estimulava ou até mesmo.. enchia o saco (essa é a expressão!) por causa disso. Que eu devia é passar "na federal, nem pensar em particular" e essas bobagens todas. Mas fiquei chateada principalmente porque eu amo ele e quero que ele participe das minhas vitórias. Por que essa birra? Longa história e tô sem saco pra contar.

O feijão, brotha de longa data, veio me ver ontem também, a Loli - fodona que passou em primeiro -, além do namorado prego dela, o Rones (tá bom! meu vizinho boa-praça, parceiro, do trio penedo) vieram aqui, além de parentes.. muuitos parentes, infinitos parentes vieram. Mas foi legal, foi sim. Não teve trote apesar de mami ter comprado alguns adereços alimentícios para tal tradição. Resolvemos esperar um pouco mais, até o resultado oficial talvez, que sai dia 20.
Mas assim, teve tudo isso ontem, a festa e tudo mais, mas sei lá, ainda não cai na real. É difícil acreditar, porque até semana passada eu era uma vestibulanda de merda e agora, de repente, não mais que de repente, eu sou uma caloura de medicina que passou em quinto lugar! Então vamos com cautela, ok? Vamos digerir a informação aos poucos com todos os HCl's necessários para evitar uma má-digestão (HASHAHAHAHAHAhaha.. ha.. ha.. é. tá, ridículo).

Mas não, eu não fui idiota a ponto de não ficar louca com a notícia. E sim, sim, eu pulei, gritei, chorei, abracei, beijei, fui beijada, parabenizada e tudo isso me fez muito bem, afinal de contas, calouro que é calouro faz tudo isso, além, é claro, do trote, que como disse anteriormente vai ser adiado por uns dias. Mas essa empolgação passa, e você começa a pensar no futuro, em como vai se locomover até a facool, em como serão os colegas de classe (qualé, eu conheço uma galera boa já, estudaram comigo no cursinho. E eu confesso que isso eu interpretei como algo ruim, pois quer dizer que não verei tantas novidades quanto gostaria), em como será meu trote, nos jalecos que ganharei (uma das coisas que interpretei como coisa boa), nos veteranos (outra coisa que interpretei como coisa boa), nas festas e, ah! em como será o curso, já ia esquecendo desse ponto. hahaha!

Pois é, pensei muitas coisas. Mas principalmente em como eu consegui algo que até um dia desses eu julgava impossível alcançar e que eu posso romper umas fronteiras que eu julgava impenetráveis. Com isso acho que comecei a acreditar um pouco mais em mim e no meu potencial, de que com esforço é possível chegar no objetivo traçado.
E esse é só o primeiro de muitos pela frente, indo, é claro, passo a passo.
O próximo: formar.

E escrevendo isso, senti um preenchimento no coração que há muito não sentia. Acho que felicidade é isso.

Um comentário:

c. eduardo disse...

cara seus textos são fodas, mas você é retardada! auhauha mto engraçada tá doido.. rsrs