sábado, 4 de setembro de 2010

Ontem

Ontem à noite eu sai do pitstop sem a menor vontade de interagir e conhecer pessoas. Eu adoraria "saber" curtir meu luto emocional. Queria poder não reprimir, ficar quietinha, sozinha, tranquila, seguir minha vida simplesmente.
Foi assim que eu sai no meio da chuva e dirigi sozinha até o aeroporto, só ouvindo o som da chuva batendo na lataria do carro. Só dirigi, às 2 da manhã. Foi bom.. e até libertador. Senti uma saudade insuportável e inesgotável, mais uma vez aquela vontade de ter tudo de novo. A dor do fim mais uma vez.
Estacionei ao lado do aeroporto e ali eu chorei dentro do carro, quietinha e tranquila, como eu queria. Fiz um grande favor a mim mesma de me assumir pequena e frágil. Eu nunca quis parecer uma mulher forte, sempre linda, deusa e poderosa. Eu sempre quis ser uma mulher, do tipo completa e só. Quero ser eu mesma sem precisar de definições e imposições externas de modo de ser. E eu adoraria que alguém achasse isso bonito em mim. Mas a cada dia que passa isso parece ser mais difícil.. e mais e mais eu preciso passar mais blush e usar mais blusas justas e decotadas, mas isso não faz muito o meu tipo.
E justamente isso me fez chorar. Porque eu, que por um tempo pensei que tinha achado alguém que me amava por eu ser eu, ontem eu precisei usar um salto, passar blush e evidenciar o corpo pra me sentir uma mulher.. e eu nunca precisei disso. Ontem eu me senti traída por mim mesma e isso machuca.

Um comentário:

Anônimo disse...

tche, vai uma tequila ae, morena?